segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Três orações necessárias - 1Ts 3:11-13


     11 Ora, o nosso mesmo Deus e Pai, e Jesus, nosso Senhor, dirijam-nos o caminho até vós,
12 e o Senhor vos faça crescer e aumentar no amor uns para com os outros e para com todos, como também nós para convosco,
13 a fim de que seja o vosso coração confirmado em santidade, isento de culpa, na presença de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos.

Nesse trecho temos uma oração de Paulo em prol dos tessalonicenses. Alguns estudiosos  divergem sobre essa passagem. Há aqueles que acreditam que não se trata de uma oração, pois numa oração nós dirigimos as palavras diretamente para Deus [“Ó Deus...”] (Hendriksen).

Há também aqueles que afirmam ser uma oração. Paulo está aqui expressando sua oração em forma de um desejo. Essa forma de oração era comum em pregações na igreja primitiva (Marshal). “Que o Senhor faça isso”, expressa um desejo, mas não deixa de ser uma oração dirigida a Deus também, “Faz isso, Senhor”.

Portanto, creio que estamos diante de uma oração paulina, muito comum em outras epístolas. Nessa oração, Paulo retoma temas importantes, como a santidade, o amor, e a parusia [vinda de Cristo], que voltarão a ocorrer na segunda parte da carta (santidade [4:1-8], amor [4:9-12], parusia [4:13-5:11]).

Há três anseios que Paulo tem em sua oração pelos tessalonicenses. Creio que são desejos que também devem estar em nosso coração. São três orações que devemos fazer, que são necessárias.

A primeira oração que devemos fazer é...
I.                   Para que o Pai e o Filho dirijam o nosso caminho. v. 11

O desejo de Paulo é que ele e seus companheiros sejam dirigidos por Deus e seu Filho para Tessalônica. É interessante o fato de Paulo colocar o Pai e o Filho como aqueles que podem dirigir os nossos caminhos. O Pai e o Filho são colocados lado a lado. Fica evidente que, para Paulo, tanto o Pai quanto o Filho são um. Ele faz essa combinação do Pai juntamente com o Filho em outras epístolas.

Paulo, então, expressa o  seu desejo de que Deus e o Se Filho lhes dirijam o caminho até os tessalonicenses. Por que Paulo expressa esse desejo? Lembremos que Paulo havia dito aos irmãos que estava ansioso para rever os irmãos e até tentou ir vê-los, mas alguém o impediu de chegar até eles. Quem? Satanás (2:18). Vimos que Satanás impediu o caminho de Paulo e seus companheiros através de pessoas, os judeus.

Algumas pessoas se acham mais poderosas do que Satanás. Alguém aqui pode mais do que ele? Não. Se fôssemos mais poderosos do que ele imagine o apóstolo Paulo!? Mas não é assim. Satanás impediu que Paulo fosse até os tessalonicenses. Quem pode quebrar essas barreiras de Satanás? Deus o Pai e o Seu Filho Jesus. Por essa razão Paulo expressa o desejo de que Deus e o Filho dirijam o caminho deles até os tessalonicenses. É bem provável que Deus tenha respondido esta oração em Atos 20:1, onde fala que Paulo andou na Macedônia e Grécia.

Quem deve dirigir nossos caminhos é o Senhor. Não podemos andar sozinhos.

Sabe meus irmãos, precisamos orar mais. Sim, precisamos mais e mais de oração. Precisamos mais e mais de Deus. Por que? Porque não podemos andar sozinhos. É ele quem melhor dirige os nossos caminhos. Precisamos dedicar mais tempo para a oração. Eu preciso dedicar mais tempo a oração. Nesses dias tão agitados, na correria, são tantas coisas a fazer e nos esquecemos de pedir ao Senhor que dirija os nossos passos. Nos esquecemos de orar. Deveria ser o contrário. Quanto mais ocupados estivermos deveríamos orar mais para podermos dar conta de tudo. Por que? Não podemos andar sozinhos. Não podemos...

Podemos ilustrar esse ponto lembrando dos momentos em que Moisés recebera as tábuas da lei do Senhor. Ele havia subido ao monte para receber as tábuas da aliança. O povo percebeu que ele estava demorando a voltar. Israel se reuniu ao redor do profeta Arão e pediu que ele fizesse deuses para que o povo os adorassem. Foi feito um bezerro de ouro e o povo caiu fortemente na idolatria. Deus disse para Moisés descer do monte porque o povo havia se corrompido.

Moisés intercedeu a Deus pelo povo. Deus teve misericórdia do povo, porém, aqueles que não eram do Senhor foram mortos. Depois Deus disse para Moisés conduzir o povo. Porém Moisés intercede pela presença de Deus. O Senhor respondeu:
14 Respondeu-lhe: A minha presença irá contigo, e eu te darei descanso. 
15 Então, lhe disse Moisés: Se a tua presença não vai comigo, não nos faças subir deste lugar. (Ex 33:14-15)

Por que Moisés não quer peregrinar sem a presença de Deus, sem a sua direção? Porque não podemos ter êxito andando sozinhos. Não podemos andar sozinhos.
Precisamos depender mais do direcionamento do Senhor.

Vai fazer faculdade? Peça o direcionamento do Senhor. Vai tomar uma decisão difícil? Peça o direcionamento do Senhor. Vai namorar? Peça o direcionamento do Senhor. Não podemos andar sozinhos. A nossa oração deve ser essa: “Para que o Pai e o Filho dirijam o nosso caminho”.

O segunda oração que devemos fazer é...
II.                Para que cresçamos no amor uns pelos outros. v. 12

O desejo de Paulo em prol dos tessalonicenses é que eles cresçam no amor. Já vimos que o amor é uma das marcas ou virtudes fortes daquela igreja. Eles eram perseverantes na fé, na esperança e também no amor. Mesmo diante das dificuldades, das perseguições e sofrimentos em meio a tribulação, era uma igreja que não deixava de demonstrar amor por Deus e pelo próximo.

Mas Paulo deseja e pede que o Senhor os faça crescer nesse amor. Não só crescer, mas aumentar no amor. A ideia da construção “crescer e aumentar no amor” é de abundância e progresso. Significa também fazer abundar e transbordar no amor. Embora eles já evidenciem o amor cristão, os tessalonicenses precisam crescer ainda mais nesta virtude e torná-la ainda mais evidente. Ora, como minha esposa sabe que eu a amo? Quando eu digo? Não. Quando demonstro.

Há no texto dois grupos de pessoas a quem esse amor deve ser destinado:

  • Amor uns para com os outros. Amor entre os cristãos. O amor dentro da igreja deve ser abundante e transbordante. Quando praticamos o amor dentro da igreja (entre os membros do corpo), damos um grande testemunho para a sociedade. O Senhor Jesus disse que o amor nos faz ser reconhecido como discípulos de Jesus (Jo 13:35).
  • Amor para com todos. Amor demonstrado pelos de fora, os descrentes. Quanto amor temos demonstrado pelos incrédulos? Se os amamos, precisamos falar-lhes o evangelho, estender nossas mãos para as dificuldades que enfrentam... muitas vezes nos preocupamos apenas com o nosso mundo aqui na igreja e nos esquecemos dos de fora.

O desejo de Paulo é que os tessalonicenses cresçam e transbordem no amor uns pelos outros de tal forma que esse amor alcance os de fora, a exemplo do amor de Paulo por eles (como também nós a vós).

Como você tem demonstrado amor pelo seu irmão? Como você tem demonstrado o seu amor pelos não-cristãos?

A terceira e última oração que devemos fazer, conforme Paulo nos ensina é...
III.             Para que sejamos encontrados irrepreensíveis na vinda de Cristo. v. 13

Por que devemos crescer e aumentar no amor uns para com os outros e para com todos? Paulo responde no v. 13. Para sermos confirmados em santidade, isto é, isento de culpa na presença de Deus e na vinda do Senhor Jesus (parusia).

A palavra confirmado significa ser irrepreensível. Alguém irrepreensível é uma pessoa que não há nada que o incrimine, alguém inculpável. A explicação de ser confirmado vem logo a seguir. O verso diz: “confirmado em santidade, isento de culpa”. Essa expressão não está no texto grego, apenas na tradução. Porém, ela explica o que Paulo quer dizer. Quando Cristo vier, devemos ser achados confirmados, isto é, irrepreensíveis (que significa isento de culpa).

Esse tema da santidade será tratado especificamente no próximo sermão, em 1Tss 4:1ss. Mas deixe-me te fazer essa pergunta? Se Cristo viesse hoje, você seria encontrado irrepreensível, sem culpa? Cristo te encontraria e diria: “Você foi alguém que demonstrou muito amor pelo próximo”? Como Cristo te encontraria se ele voltasse neste instante?
O
utro fato interessante no texto é o que é dito que deve ser encontrado irrepreensível. O que deve ser encontrado irrepreensível? O coração. Sabemos que o coração é um órgão humano, essencial para a vida. Mas Paulo não está se referindo a esse órgão, mas ao nosso íntimo. Nosso íntimo ou o nosso ser deve ser encontrado irrepreensível na vinda de Cristo.

Lembra daqueles homens de Mt 7:21-23? O Senhor Jesus disse:
21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. 22 Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? 23 Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.

Mas aqueles homens não fizeram tantas coisas em nome de Deus? Pois é... mas o coração deles estava longe de Deus. E é o nosso coração que deve ser encontrado irrepreensível na vinda de Cristo.

Cuide do seu coração. Não deixe que o pecado tome conta de sua vida e afaste o seu coração do Senhor. Busque-o mais e mais. Não podemos andar sozinhos. Precisamos amar mais o nosso irmão e estar preparado para vinda do Senhor.

Três orações necessárias: 
I. Para que o Pai e o Filho dirijam o nosso caminho. v. 11
II.Para que cresçamos no amor uns pelos outros. v. 12
III.Para que sejamos encontrados irrepreensíveis na vinda de Cristo. v. 13

Que Deus te abençoe!

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Hoje é dia de Ação de Graças

O primeiro Dia de Ação de Graças foi celebrado em 1620 em Plymouth, Massachusetts. Depois das colheitas terem sido gravemente prejudicadas pelo Inverno rigoroso, os colonos tiveram uma boa colheita de milho no Verão seguinte, em 1621. Para marcar e celebrar a ocasião depois de sucessivos anos complicados em relação à agricultura, o governador da vila resolveu organizar uma festa no Outono de 1621. Nessa festa participaram cerca de 90 índios e comeram patos, perus, peixes e milho. A partir desse ano, na Nova Inglaterra, em cada Outono era organizada uma festa de gratidão a Deus, por causa das boas colheitas. 

Em 1863, Abraham Lincoln anunciou que a quarta quinta-feira de Novembro seria conhecida como o Dia Nacional de Ação de Graças. Hoje o Dia de Ação de Graças (Thanksgiving Day) é um feriado celebrado maioritariamente nos Estados Unidos e Canadá. Nos Estados Unidos é celebrado na quarta Quinta-feira de Novembro, e no Canadá, na segunda Segunda-feira de Outubro.

No Brasil, o então presidente Gaspar Dutra instituiu o Dia Nacional de Ação de Graças, por sugestão do embaixador Joaquim Nabuco, entusiasmado com as comemorações que vira em 1909, na Catedral de São Patrício, quando era embaixador em Washington. Em 1966 estabeleceu-se que a comemoração de Ação de Graças se daria na quarta quinta-feira de novembro. Esta data é lembrada por muitas famílias de origem americana, por algumas denominações Cristãs Protestantes, como a Igreja Luterana IELB (de origem americana), a Igreja Presbiteriana, a Igreja Batista, a Igreja Metodista, universidades confessionais metodistas e cursos de inglês. 

Creio que podemos e devemos incentivar uma data tão especial como essa em nossas igrejas, famílias e cidades. Gratidão é uma das coisas não tão comuns em nossos dias. Percebemos isso numa oração: “Pai, te peço pela minha família, minha casa, meus amigos, pela igreja, pelo pastor... te agradeço por tudo, em nome de Jesus. Amém!”

Devemos praticar mais a gratidão àquele que tudo nos dá. Reconhecer que tudo o que temos vem de Deus, não de nossos méritos. O dia de Ação de Graças nos lembra que Deus deve ser louvado pelo que Ele é e faz. Essa é a mensagem que quero deixar para vocês: O que Deus faz por nós deve nos levar a louvá-lo.

Veja o Salmo 147. Este salmo é um louvor a Deus pelo que Ele faz pelo Seu povo. O salmo está dividido em três estrofes. As três estrofes são introduzidas com os termos Louvai, Cantai e Louva.  Dentro dessas três estrofes encontramos as razões porque devemos louvar ao Senhor. Há três atitudes de Deus que deve nos levar a louvá-lo: 1) Deus redime o seu povo; 2) Deus cuida do seu povo e 3) Deus dá paz ao seu povo.

1) Ele redime o seu povo (vv. 1-6).

É bem provável que este salmo tenha sido escrito no período pós-exílio, por conta do seu conteúdo. Sendo assim, quando o salmista diz que “O Senhor edifica Jerusalém e congrega os dispersos de Israel” (v. 2), ele está se referindo a ação misericordiosa de Deus em redimir o seu povo do cativeiro. 

O salmista reconhece que a libertação do cativeiro foi um ato de bondade de Deus. Mesmo Ele sendo Grande (v. 5), ao ponto de saber o número exato de cada estrela que há no céu (v. 4) e tendo um entendimento imensurável (v. 5), Ele se importa com o seu povo.

Os deístas, em geral, acreditam que Deus criou o universo mas não interfere nEle. Aqui temos uma declaração forte do salmista: “O Deus poderoso, Criador de todas as coisas, se importa conosco”.
Não podemos nos esquecer diariamente da obra que Deus realizou em nossas vidas. Nós também estávamos presos num cativeiro. Um cativeiro de pecado, sem ter como fugir dele. Mas Ele graciosamente nos redimiu do pecado. “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (Cl 1:13). Isso é fantástico!

Isso deve ser motivo de gratidão em nossos corações todos os dias. É o que deve estar presente em nossas orações, nas músicas que cantamos, em nossas conversas, em nossas atitudes e em nossas pregações. Deus merece o nosso louvor, pois só a Ele pertence a salvação. Esse é o pensamento do salmista. Ele nos redimiu, como não louvá-lo?

Há um cântico que traz a bela mensagem:

“A ti dou graças, meu Senhor
Por todo o teu favor;
Tu viste o pecado meu, 
Por mim deixaste o céu.

Te amo, ó Jesus Senhor,
Morreste Tu por mim.
Te dou, Senhor o meu amor,
És tudo para mim.”

Que belo hino! Sim, Deus se importa conosco. E isso ficou tão claro quando o Filho de Deus se fez carne e habitou entre um povo de impuros lábios, como diz Isaías. Ele deixou a sua glória para que nós pudéssemos ser redimidos do cativeiro. O que Deus faz por nós deve nos levar a louvá-lo. Como não agradecer pela preciosa salvação em Cristo? Demonstremos mais alegria e louvemos ao Senhor por ter nos redimido do pecado.

2) Deus cuida do seu povo (vv. 7-11).

O salmista agora olha para os eventos da natureza: os céus carregados de nuvens prontas para darem chuvas, que molha a terra e produz alimento que os seres precisam e diz: “Isso vem de Deus”. 

Lembro-me de uma lição que aprendi no acampamento. Quando eu e minha família estávamos nos preparando para ir (organizando barracas, bolsas etc), fui verificar a previsão do tempo para Iguatu durante aqueles dias. A previsão dizia: “Sol com poucas nuvens”. Então pensei: “Ótimo, assim a gente pode colocar nossa barraca em baixo da árvore, próximo a quadra” (A barraca não suportaria uma chuva forte). A noite até estava tranquila, quando de repente acordei já com as pernas molhadas com a forte chuva. Que noite tensa! Depois lembrei-me: “Por mais que o tempo dê ‘sugestões’ de que não vai chover, Deus é quem manda no negócio”.

O salmista declara: é o Senhor quem “prepara a chuva”, não é só porque as nuvens ficam carregadas de água e depois de cheias elas derramam as águas. Além disso, tudo é para um fim: o nosso cuidado. Deus se agrada daqueles que o temem e esperam pela sua misericórdia (v. 11). A provisão é outro ato de misericórdia de Deus para nós.

Não podemos nos esquecer que Deus conhece nossas necessidades. Ele sabe de tudo o que precisamos.
Certo dia estava numa situação um pouco complicada. Eu tinha apenas vinte reais em casa, que deveria servir para comprar alimentos (estávamos praticamente sem nada) e comprar fraldas para a minha filha. Lembro-me de Elaine me perguntando: “Rubens, o que a gente faz? Até podemos pedir a ajuda dos nossos vizinhos [e iríamos fazer isso], mas Olívia está precisando de algumas coisas”. Durante todo o dia fiquei em oração a Deus. Foi quando meditei neste salmo. Como foi reconfortante! Eu tinha motivos para glorificar a Deus e não para ficar preocupado, pois Ele se agrada “dos que esperam pela sua misericórdia”. Lembro-me que o dia estava acabando e tinha acabado de orar, ler o salmo e fazer anotações. De repente chega um irmão em casa e diz: “Oi Rubens, saiba que eu e minha família estou orando pelo seu sustento. Vim te trazer um negócio”. Depois quando abri o papel tinha cem reais, e no papel estava escrito: “porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei” (Hb 13.5). Aquele dia foi muito especial. Mas não acabou por aí. Depois uma irmã chegou lá em casa e trouxe algumas fraldas para a nossa filha. Elaine e eu ficamos muito maravilhados com aquilo que Deus tinha feito por nós. Depois compartilhei com ela o que tinha aprendido com o salmo 147. Durante a semana muita coisa aconteceu em nossas vidas. Sentimos como nunca o cuidado de Deus.

Ele cuida de nós, sabe as nossas necessidades. Ele não está aquém das nossas dificuldades. Ele se importa conosco. Louvado seja o Senhor! Ele merece o nosso louvor porque ele cuida de nós.

3) Deus dá paz ao seu povo (vv. 12-20).

A paz de Deus está intimamente ligada a sua proteção. O fato de Ele proteger o seu povo garante a paz. Ele fechou as portas de Jerusalém, mas não foi apenas uma fechada qualquer: “Ele reforçou as trancas das tuas portas”, diz o salmista (v. 13). A ideia é de que a segurança está garantida porque é Deus quem garante.
Os versos 15-18 nos mostram que cada detalhe “natural” e “sobrenatural” ocorre sob a sua supervisão. Ele domina sobre tudo. A sua soberania é uma garantia de que Ele promove a paz e segurança para o seu povo.
Israel foi um povo escolhido por Deus para receber os “oráculos de Deus” (Rm 3.1-2). Isso fazia deles um povo especial dentre os outros povos, visto que Deus se relacionou de forma particular com eles (vv. 19-20). Aqueles que ignoram os preceitos de Deus estão longe dEle, por isso, não estão seguros.

Podemos descansar em Deus, pois estamos seguros em suas mãos. Jesus disse: “estarei com vocês até a consumação dos séculos”. A sua presença é uma garantia de que não estamos sós, mas estamos seguros nele.

Devemos louvar a Deus com ações de graças por sua proteção diariamente. Temos que parar de nos queixarmos de coisas pequenas e agradecer porque Ele nos livra de situações muito piores.

Conclusão
Todas as coisas que Deus faz seu povo são atos de misericórdia e graça. Ele nos deus remissão dos pecados, o seu cuidado e a sua paz. Não merecemos o bem que vem dEle. O propósito de tudo é para que ele seja glorificado e exaltado. Devemos louvar a Deus em ações de graças pelo que Ele é e faz por nós.
Neste Dia de Ações de Graças lembre-se: “Seja grato ao Senhor todos os dias”. Faça de cada dia um dia de ações de graças a Deus.
Que o Senhor nos abençoe e que todo louvor seja dado a Ele. Amém!

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Logo de Manhã - Vencedores por Cristo (Partitura)

Logo de manhã
Quero te buscar
Tua voz ouvir
Teu amor sentir

Estender as mãos
Para te louvar
Derramar meu coração
Sobre teu altar

Pois tu sabes bem
Tudo quando há em mim
Vou te seguir e te amar até o fim

E no fim do dia,
Quando o sol se for
Te adorarei, te darei louvor
Mesma escura a noite
Brilha a tua luz
Em teus braços
Eu descanso
Meu senhor Jesus.

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Aclame ao Senhor - Diante do Trono (Partitura)

Meu Jesus, Salvador
Outro igual não há
Todos os dias quero louvar
As maravilhas de Teu amor

Consolo, abrigo
Força e refúgio é o Senhor
Com todo o meu ser, com tudo o que sou
Sempre Te ado - ra - rei

Aclame ao Senhor toda terra e cantemos
Poder majestade, louvores ao Rei
Montanhas se prostrem e rujam os mares
Ao som de Teu nome

Alegre Te louvo por Teus grandes feitos
Firmado estarei, sempre Te amarei
Incomparáveis são Tuas promessas pra mi

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Manancial - Aline Barros (Partitura)


Compositor: Marquinhos Gomes

Manancial
Fonte de vida
De onde preciso e quero beber
Todos os dias
Bem mais que um desejo
Tu és essencial
Pra sustentar a minha vida
Senhor Jesus

Eu tenho sede de Ti
Minha alma anseia por Ti
Só me satisfaço quando estou
Junto aos teus pés
Eu tenho sede de ti, minha alma anseia por ti
Manancial
Única fonte de vida Tu És

Baixe a partitura AQUI

sábado, 7 de dezembro de 2013

Jesus não é Deus! Será?


Ele é adorado

Essas são as palavras de Cristo: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto” (Mateus 4.10).

Só Deus deve ser adorado. Nós percebemos isso em todo o contexto bíblico. Ele não quer que se adorem outros deuses e nada deve tomar o Seu lugar em nossas vidas. Adoração somente a Deus.

João, o escritor do Apocalipse (ou Revelação), estava tão maravilhado com as visões que chegou a se prostrar duas vezes para adorar o anjo que lhe mostrava aquelas coisas:

Prostrei-me ante os seus pés para adorá-lo. Ele, porém, me disse: Vê, não faças isso; sou conservo teu e dos teus irmãos que mantêm o testemunho de Jesus; adora a Deus. Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia. (Apocalipse 19.10)

Eu, João, sou quem ouviu e viu estas coisas. E, quando as ouvi e vi, prostrei-me ante os pés do anjo que me mostrou essas coisas, para adorá-lo. Então, ele me disse: Vê, não faças isso; eu sou conservo teu, dos teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus. (Apocalipse 22.8-9, grifo nosso)
O anjo não se deixou ser adorado, pois sabia que a adoração só pertence a Deus.
Jesus foi adorado quando criança (Mateus 2.2; 2.8; 2.11), permitiu que o adorassem e não repreendeu a ninguém como fez o anjo em relação a João:
E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus! (Mateus 14.33)
E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse: Salve! E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés e o adoraram. (Mateus 28.9)
E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. (Mateus 28.17)
Uma Testemunha de Jeová muito fiel aos ensinos da organização, enquanto fazia visitações de casa em casa, foi parada por outra mulher que lhe disse: “O Deus que vocês adoram é o mesmo Deus que o apóstolo Tomé e os demais adoravam?”

A resposta não poderia ser outra: “Sim! Claro!”.

Essa outra pediu para ela abrir a Bíblia em João 20. 28, dizendo: “Então, veja a declaração que Tomé fez de Jesus”:

Em resposta, Tomé disse-lhe: “Meu Senhor e meu Deus!”. (TNM, grifo nosso)

Que declaração de Tomé! Cristo havia aparecido perante os discípulos após sua ressurreição, porém, esse discípulo não estava na ocasião. Posteriormente, os discípulos lhes disseram que viram o Senhor, mas Tomé, tão cético, não deu crédito em suas palavras, dizendo:

A menos que eu veja nas suas mãos o sinal dos pregos e ponha o meu dedo no sinal dos pregos, e ponha a minha mão no seu lado, certamente não acreditarei. (João 20:25, TNM)

Oito dias depois ele teve a oportunidade de comprovar que Cristo, de fato, tinha ressuscitado. E ao reconhecê-lo, declara que ele é o seu Senhor e seu Deus.

E agora? Será que Tomé errou ao pronunciar estas palavras?
Ele perdoa pecados

Todo homem é pecador, nasce em pecado (Salmos 51.5; Romanos 3.23; 5.12). O nosso pecado é uma ofensa direta contra a santidade de Deus. Somente Ele pode perdoar as nossas ofensas, pois foram contra a Sua pessoa:
Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro. (Is 43.25)

Eis uma pergunta retórica:

Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus? (Marcos 2.7)

A resposta é óbvia: ninguém pode!

Esse questionamento surgiu quando, em Cafarnaum, alguns homens trouxeram à presença de Jesus um paralítico, a fim de ser curado.

Após ver a fé daquele homem, Jesus fez algo que, para os mestres da Lei, era herético, blasfemo:

Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados (Marcos 2.5, grifo nosso).

O quê? Jesus perdoando os pecados de alguém? Quem é ele para fazer isso?

A resposta fica clara! Só faltou Jesus dizer: “Sim, apenas Deus pode perdoar pecados. É o que estou fazendo.” Porém, ele respondeu em outras palavras:

Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados (Marcos 2.10).

O questionamento dos mestres da Lei tinha fundamento, pois, de fato, somente Deus tem autoridade para perdoar a culpa de alguém. E Cristo, sendo Deus, pode perdoar pecados, como claramente se observa nessa passagem de Marcos 2.1-12.


Continua...

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Desanimados? Não, não, não...


Texto: II Timóteo

“Seja forte e corajoso! Seja forte e muito corajoso!” Essas foram as palavras do Senhor para Josué quando foi chamado para liderar o povo de Israel após a morte de Moisés. A tarefa de Josué era bastante difícil, ele iria comandar um grande povo. Era um grande desafio levá-los a herdar a terra que lhes foi prometida pelo Senhor. Percebemos que Deus já estava preparando e fortalecendo Josué para aquele difícil trabalho. Deus sabia que problemas iriam surgir e Josué precisava ser forte e corajoso. Não podia desanimar.

Certamente você já enfrentou ou está enfrentando dificuldades em sua vida e já se sentiu o se sente desanimado. Talvez algum problema no trabalho, na faculdade ou na escola; algum amigo lhe fez algo que o deixou triste ou algum irmão da igreja que lhe ofendeu; alguma injustiça que fizeram com você sem motivo algum.

Muitos tem se deixado levar por esses problemas e acabam desanimados. Outros, por conta disso, enfrentam problemas com a ansiedade e até chegam a depressão. Há quem diga que as pessoas desanimadas estão assim por causa de problemas espirituais, por conta do pecado. Vivemos numa época em que o sofrimento e tristeza é falta de fé. “O filho de Deus não fica desanimado”, é o que ensina os doutores da prosperidade. No entanto, quero lhes mostrar na segunda epístola de Paulo a Timóteo que o servo do Senhor não pode temer quando os tempos difíceis chegarem. 

Primeiramente, devemos entender que é muito comum o desânimo em tempos de dificuldade. Era isso que Timóteo estava enfrentando em seu ministério. Ele havia perdido o ânimo, a alegria, a coragem. 

É importante que lembrar que Paulo já havia escrito uma carta para Timóteo, a quem ele chama de “meu verdadeiro filho na fé”. Isso nos leva a crer que aquele jovem se converteu através da pregação do apóstolo. Timóteo tornou-se um grande colaborador de Paulo em suas viagens e em assistência a igrejas. Paulo escreveu a primeira carta com o intuito de instruir seu discípulo a liderar a igreja de Éfeso, da qual ele era pastor.

Já esta segunda carta, Paulo escreve a fim de fortalecer Timóteo a permanecer firme diante das dificuldades. Parece-nos que após aquela primeira carta Timóteo enfrentou diversos problemas e lhe sobreveio o desânimo. Por isso Paulo desejava ver Timóteo, com o fim de se alegrar com ele (1:4; 4:9).

Nesta epístola temos as “últimas palavras do apóstolo Paulo”, uma vez que seu fim estava próximo (4:6-8). Além disso, provavelmente ele estava preso em Roma quando escreveu esta epístola e tinha sido abandonado por vários colaboradores. Olha que interessante: Um preso, próximo de sua morte, abandonado por muitos, escrevendo para confortar alguém que está livre. 

Paulo era quem “deveria” se sentir, você não acha? No entanto, mesmo em situações adversas ele busca fortalecer o jovem pastor.

O que deixava Timóteo desanimado? Percebemos no decorrer da carta que Paulo fala dos últimos dias. Nesse tempo muitos se apostataram da fé (3:1-9; 4: 3-4). O próprio apóstolo deu exemplo do abandono que havia sofrido (1:15; 4:10). Ainda, Paulo afirma os que “querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (3:12).  Diante disso, provavelmente Timóteo estivesse lidando com apostasia dentro da igreja, bem como enfrentando perseguições.

O que deixa você desanimado? 

Há alguns dias ouvi um testemunho de um pastor que está bastante doente, sofrendo de um câncer que o deixou acamado e muito debilitado – acredita-se até que sua situação é irreversível. Um outro pastor, que o visitou no hospital, ficou admirado com as palavras daquele pastor. Mesmo com um problema tão sério ele pregava de sua cama, dizendo mais ou menos assim: “Deus tem sido muito bom comigo”[...] “Vocês devem estar sempre perto de Deus”. Outras pessoas nesta situação certamente estariam depressivas, sem esperanças. Isso é o comum. No entanto, ele estava consciente que Deus está no controle de todas as situações, inclusive da sua doença.

É assim que devemos olhar para as dificuldades, cientes que Deus está no controle de tudo. Ele deseja nos guardar. Não podemos desanimar.

Quando perdemos o ânimo corremos o risco de nos tornar covardes (1:7).  A palavra covardia, no texto grego (δειλία), significa medo, temor; e deriva de outra palavra grega (δειλός), que significa pavor, timidez. O que Paulo está dizendo para Timóteo e também para nós é que Deus não nos deu um espírito medroso. Deus não quer que estejamos amedrontados diante das dificuldades da vida. Ele deseja que sejamos fortes, firmes, pois Deus nos deu espírito de poder.

Portanto, é muito comum o desânimo em tempo de dificuldade e juntamente com o desânimo vem a tristeza e o medo. Porém, há uma solução para enfrentar esta situação. A solução é apegar-se na Palavra de Deus (3:14-17).

Precisamos permanecer, persistir, perseverar nos ensinos da Palavra de Deus. Era isso que Timóteo precisava fazer diante da situação em que ele se encontrava.

Muitas vezes os versos 16 e são utilizados para falar sobre a doutrina da inspiração das Escrituras. No entanto, a ênfase de Paulo aqui não está em apresentar de forma clara esse ensino – embora possa ser usada – mas a ênfase está em mostrar a finalidade das Escrituras. A palavra de Deus pode nos fazer perfeitos e perfeitamente habilitado para toda a boa obra. Ela nos capacita e nos habilita a trabalharmos para Deus da maneira adequada, de uma maneira que honre a pessoa de Deus. Certamente, ela me capacita a enfrentar as dificuldades da vida.

Você tem lido e meditado em sua Bíblia diariamente? Se sua resposta for “sim”, você está sendo capacitado por Deus para enfrentar as adversidades. Se sua resposta for “não”, você está mais vulnerável ao desânimo quando surgirem as dificuldades.

É a palavra de Deus que nos ajuda diante dos problemas. Veja o que diz o Salmo 119:50: “O que me consola na minha angústia é isto: que a tua palavra me vivifica.” Essa deve ser a nossa certeza, que a palavra de Deus nos dá orientação e fortalecimento. Devemos nos apegara aos seus ensinos.

Embora o desânimo seja comum, precisamos nos manter firmes com o auxílio da Palavra de Deus. 

Então, você está desanimando? Há uma história de um homem que: Faliu no comércio aos 31 anos de idade. Perdeu para Deputado Estadual aos 32 anos. Faliu novamente no comércio aos 34 anos. Aos 35 anos, sua esposa faleceu. Teve colapso nervoso aos 36 anos. Perdeu para Prefeito aos 38 anos. Perdeu para Deputado Federal aos 43 anos. Perdeu para Deputado Estadual aos 46 anos. Perdeu para Senador aos 55 anos. Perdeu para Vice-Presidente aos 56 anos. Perdeu para Senador aos 58 anos. Foi eleito Presidente dos EUA aos 60 anos (1861). Este homem foi ABRAHAM LINCOLN (é homenageado em notas de US$ 5 por suas virtudes)”.

O servo do Senhor não pode temer quando os tempos difíceis chegarem. Amém!